Devanear
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Então percebi que namorados é mais que um “estado civil” em uma rede social ou fotos harmoniosa. É mais que duas mãos juntas e um beijo no fim da tarde ou cinema nos fins de semana. Amor são as batidas avassaladoras ao sentir o calor da pele encostando na sua. Amor é ternura, sorrisos e mãos frias ao marcar um encontro. É repensar e perdoar, acima de qualquer coisa.

Amar é compreender, é deixar o seu programa favorito de sábado a tarde para cuidar dele. Amar é surpreender, inovar, não deixar a rotina atrapalhar. Amor é se despedir da pessoa e em seguida ligar porque o coração está transbordando em saudade. Amor é olhar em uma vitrine de roupas e imaginar aquela pessoa usando-a para você. Amor é a vontade de sempre estar perto e o desejo de que cada segundo, seja transformado em horas. Amor é dar e doar, respeitar e confiar, é ser e deixar ser.

Assim é o amor, ele transcende, transborda, invadi tudo por dentro. Amor a gente sente sem mais delongas ou explicações. É mais do que o velho clichê de borboletas no estômago, ainda que o seja também. Amor é lembrar somente de um nome, é o poder de um único olhar que te faz vibrar, uma única voz que te faz estremecer, um único toque capaz de te arrepiar até a alma. Amor é mais, é sempre mais.

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Clara Rangel, Mari Costa e Deixar-te-ei. Em “Amor é sempre mais”.  (via re-mar-amar)

(via re-mar-amar)

"Se quiser me ter, não me apresse. Se quiser me ver, converse, conte piadas e me impressione com sua Inteligência. Quero saber de você, quero saber da tua família, quero ouvir as músicas do seu celular. Se seu gosto musical for diferente do meu eu não vou ligar nem tentar te persuadir, ser igual em tudo é monótono. Quero andar de mãos dadas com você. Quero ver filmes à noite em seu quarto depois de conversar com seus pais. Quero sair com você. Jantar com você. Quero malhar com você. Quero ficar um pouco chateada quando você me acordar na madrugada. Quero que você seja o primeiro cara que eu disse eu te amo amando de verdade. Quero não ter vergonha. Quero saber das suas cicatrizes, coisas da infância. Se quiser que eu seja só sua, deverá ter calma. Tudo que vem rápido vai rápido. Talvez se você me mostrar todos os defeitos que tem, se eu deixar de te imaginar como um alguém perfeito e feito pra mim eu permaneça, eu goste, me entregue e seja sincera. Se quiser que eu te ame, dê-me motivos pra eu te amar, seja você, sem se importar se vai me agradar em tudo. Se me quiser ao teu lado, me contrarie vez ou outra."

Beatriz Fagundes, “Tire-me do sério e estarei em suas mãos”. (via baudeversos)

(via insulada)

"Descobri outro dia, que amo velharias. Coisas antiquadas e bregas como cartas de amor e beijos roubados. Gosto de tocar, de escrever, de sentir. Esta vida moderna e digitalizada, não me satisfaz. Um email jamais vai substituir o gosto de receber uma carta, de observar o acabamento das letras e o carinho com que o papel foi dobrado. Falar ao telefone, meus caros, jamais vai lhes permitir um arrepio ao sentir o hálito da pessoa amada ao teu ouvido. E os livros? Ah! Estes adam tão abandonados, que meu coração se enche de pena. Leiam crianças! Leiam! Não há melhor fuga paras as dores da vida, que um bom e velho livro. A modernidade é coisa de malucos! Onde moram os seus amigos? Na rua de baixo? Em outro bairro? Na cidade da sua avó? Ou quem sabe atrás de um computador? Ah Deus, as crianças estão perdidas. Amando pessoas de mentira, sendo pessoas de mentira e acreditando que este é o preço da evolução. Então é isso? Vamos deixar que as melhores coisas se percam, em troca de uma falsa comodidade? Movam-se pequenos! Movam-se não permitam que haja uma falência de pensadores neste mundo governado pela tecnologia."

Velha Cigana.

"Queria tanto poder lhe explicar a sensação que me traz seu abraço. É, provavelmente, a emoção mais forte que já tive, e a mais doce; é como se estivéssemos separados há muito tempo, e finalmente pudéssemos nos reencontrar depois de uma enorme espera.. é isso, é a sensação de estar voltando pra casa, depois de uma longa e exaustiva viagem. Porque convenhamos, não há lugar no mundo como a casa da gente, não há conforto maior, não há paz ou segurança comparáveis. Me faz sentir vontade de pegar o travesseiro, a coberta, me mudar praí de uma vez, pra nunca mais me perder de ti, pra nunca mais perder de mim, esse meu eu em você, esse meu porto de paz."

absinto-me. (via anrcc)

(via r-a-s-u-r-a-s)

"Se todas as coisas que eu sonho, você também sonhasse. Se todos os beijos que quero, você também quisesse. Se a casa na praia fosse nossa, se a viagem para Paris fosse nossa, se o sofá quentinho e confortável da sala fosse nosso, se o quintal florido e com cadeiras fosse nosso… Se o nosso amor tivesse um rastro de ser eu e você sem pensar, hoje o meu sorriso seria mais cheio e leve."

Camila Costa. (via filha-da-poesia)

(Source: camilacosta, via recanto-de-palavras)

"Os meus primeiros passos estão registrados numa rara foto minha por volta de um ano de idade. Estou eu sozinha com um andador e um olhar muito curioso tentando chegar a algum lugar. Engraçado… Olhando as fotos de hoje, eu vejo a mesma coisa: uma criança curiosa tentando chegar a algum lugar. Tentando aprender a andar."

Camila Costa. (via camilacosta)

"E quando não éramos expulsos da sala por estar bagunçando, dormindo ou conversando no maior barulho, nós ficávamos atento à aula. Principalmente na de história. Ele odeia história.

Eu e meu melhor amigo éramos o par perfeito. Nós sabíamos ser melhores amigos. Nenhum de nós dois tinha a intenção de que rolasse algo sério. Vivíamos para sorrir um do outro, ou pra que ele se recusasse a pagar minha passagem no ônibus ou colasse minha prova bimestral inteira e assim conseguisse passar de ano para estudarmos juntos novamente. Juntos. Juntinhos, para bagunçar na aula de química, dormir na de física, se animar na aula de inglês, ficar falando da careca do professor de matemática. E quando não éramos expulsos da sala por estar bagunçando, dormindo ou conversando no maior barulho, nós ficávamos atento à aula. Principalmente na aula de história. Ele odeia história. A professora devia ter seus trinta e poucos anos, era branca e tinha um sorriso mais branco ainda. Seus cabelos pretos, lisos, cortados na altura do ombro faziam dela a acadêmica mais gostosa que eu e ele já tínhamos visto. Até eu, que gosto de homens, tinha um desejo por ela de vez quando. Perto dela eu era tão lésbica. Ela era casada, para nossa decepção. Convidei meu melhor amigo para estudar em minha casa à tarde e depois tomar uma coca. Ele não gosta de pessoas. Escolhi um dia em que a casa estivesse vazia. Seríamos só nós dois. Só nós dois. Aquele garoto magro, moreno, dos olhos lindos e cílios grandes era meio gay, isso fazia dele a pessoa mais perfeita que já pisou aqui em casa. Começamos a estudar leis de newton. Ah, como eu amo física – e ele odeia. Meu melhor amigo ficou impaciente, quis largar aquele livro que fora publicado em 1986 e já fora do meu pai em tempos de universidade, de minha tia no ensino médio, do meu vizinho que estudava na escola técnica – e sempre se vangloriou por isso –, e agora era meu. Eu tinha um carinho imenso por aquele livro estranho de folhas amarelas que faz qualquer adolescente aprender o assunto. E como não conseguíamos estudar, o convidei para assistir um filme, no aconchego de meu sofá azul. Ele aceitou. Coloquei no DVD aquele filme que eu adorava, justamente porque o final não era feliz. Days of Summer era o filme perfeito. Zooey Deschanel tinha os maiores olhos que eu já havia visto, eram maiores até do que os da Katy Perry. Pareciam duas pérolas, embora fossem azuis. E vendo-a no filme, eu era tão lésbica novamente. Nós ríamos do jeito engraçado que era o amor de Summer e Tom, e do jeito que ele ficou quando ela pegou em sua mão. O amor dele era tão inocente. Tão inocente. Eu olhei para meu melhor amigo. Nós não éramos inocentes. Ele passava a mão no meu cabelo. Naquele momento, nossos corpos se completavam, nossas pernas estavam entrelaçadas. Será que estava rolando um clima? Fiquei confusa. Somos amigos. A-M-I-G-O-S. Amigos não podem sentir algo pelo outro, ou a amizade chega ao fim. Eu olhei – novamente – para meu melhor amigo. Ele é lindo. Eu não gosto de garotos magros. Nem de nerds em matemática. Nem de garotos que não suportam livros antigos. Ele me olhou de volta. Ficamos nos olhando. Naquele momento, o filme sumiu, o sofá azul sumiu, o livro de folhas amarelas também. Ficamos nos entreolhando durante uns 15 segundos. Posso jurar que foram os 15 segundos mais demorados que já existiram. Ele se aproximou. Nós rimos. Me deu um beijo na testa. O beijo mais carinhoso que já recebi. Eu tinha que quebrar o silêncio. Vamos, fale alguma coisa. Não deixe que esse momento acabe. “Posso te confessar uma coisa?” Ele falou quase sussurrando. Sim, pode confessar, fala tudo que quiser, fala que está apaixonado por mim, porque eu também estou por você. “Fala logo, (risos) que suspense” “Eu tô com uma puta vontade de comer biscoito – Porque diabos ele falou isso? – você tem aí?” “Minha mãe sempre tem, vou ver no armário – Procurei, procurei, procurei. No armário, na cozinha, na geladeira. Nada de biscoito. Ele havia se levantado e estava atrás do balcão de mármore, apoiado com os cotovelos, mão no queixo. – Acho que os biscoitos acabaram” “Tudo bem, tô de dieta.” Eu tive que rir, minha mandíbula doía. Ele era o garoto mais magro que já vi. E quase que num ato involuntário, dei um abraço apertado nele. E a respiração dele era perfeita, estava irregular. Senti meu coração acelerar, envergonhada por estar com o peito colado no dele e ele poder sentir que eu estava me apaixonando. Fixei os olhos nos dele. Ele era tão lindo de frente – e de lado, e de costas, e sentado, e deitado. De todas as formas possíveis. “Jura que não vai ficar zangada comigo?” O que? O que ele ia fazer? E sem esperar minha resposta, num impulso rápido, ele me levantou e me sentou naquele balcão de mais de um metro de altura. Ele era tão alto que enquanto eu estava sentada, e ele em pé, nossos rostos estavam um de frente para o outro. Seus lábios me chamavam. Nos beijamos. Ele não era mais meu melhor amigo. Era meu melhor amor. E nós nos completávamos. Nesses dias ele começou a gostar de livros velhos e de atrizes que tinham olhos perolados enormes. Gostou também de sofás azuis e de garotas baixinhas que não têm biscoito em casa."

Wévine Maia, outonizei.  (via maria-de-barro)

(via maria-de-barro)

"Que eu sinta vontade de rir todas as vezes que insistir em doer. Que eu mergulhe em meus sonhos. Que eu consiga transformar o dia de uma pessoa para melhor. Que eu esteja sempre com um sorriso estampado na cara. Que eu transmita paz aos que me cercarem. Que eu saiba me defender dos inimigos. Que eu tenha alguém para chamar de meu. Que eu ache alguém em quem confiar totalmente. Que eu resgate uma parte de mim perdido pelo tempo."

Bruna Rafaella (via que-seja-doce-sempre)

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